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COMPOSIÇÃO E INFORMAÇÕES SOBRE OS INGREDIENTES

Este produto químico é um preparado.

Nome químico ou genérico: Misturas de aromáticos, ésteres e álcoois. 

Sinônimo: Não aplicável.

Ingredientes / impurezas que contribuem para o perigo:

Substância

N° CAS

Concentração %

Acetato de etila

 Tolueno

 Álcool 96

 Xileno

141-78-6

 108-88-3

 64-17-5

 1330-20-7

1 – 20

 40 – 70

 10 – 40

 1 – 20 

 

IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS

 Perigos mais importantes: Líquido facilmente inflamável e nocivo. Vapores são liberados tornando o ar ambiente explosivo e nocivo. Moderadamente tóxico por ingestão e inalação.

 Efeitos adversos à saúde humana: Inalação: pode causar irritação do trato respiratório superior. A aspiração do produto nos pulmões pode produzir pneumonia química que pode ser fatal. Ingestão: pode causar espasmos abdominais e outros sintomas análogos à exposição por inalação. Contato com a pele: o contato com a pele causa irritação. Pode ser absorvido através da pele. Contato com os olhos: o contato com os olhos causa severa irritação ocular com vermelhidão e dor.

  Efeitos ambientais: No ar: em certas concentrações forma misturas explosivas, asfixiantes e tóxicas. Na água: Prejudicial à vida aquática. No solo: pode contaminar o lençol freático.

  Perigos físicos/químicos: Queimaduras em pessoas e danos em estruturas em caso de incêndio ou explosão. Danos à saúde em decorrência de exposição através de inalação, em contato com a pele ou se for ingerido. Inflamam-se em contato com a chama nua, calor e faíscas.

Perigos específicos: Volátil e muito inflamável. Os vapores podem formar misturas inflamáveis/explosivas com o ar. Inflama-se ao contato com chama nua, calor ou faíscas.

   Principais sintomas: Os sintomas de superexposição  podem ser fadiga, irritação respiratória, confusão mental, dor de cabeça, náuseas e sonolência. Podem apresentar sensações particulares na pele (agulhadas) ou intumescimento. As altas concentrações têm um efeito narcótico. Concentrações muito altas podem produzir inconsciência.

   Visão geral de emergência: O principal cenário emergencial envolvendo o produto é o vazamento do recipiente que o contém, isso implicará na formação de uma nuvem de vapores inflamáveis e nocivos, que será mais pesada que o ar. No caso de essa nuvem entrar em contato com fontes de calor ou de ignição, os vapores irão se incendiar ou, dependendo da massa da nuvem, ocorrer uma explosão. Após isso, o incêndio prosseguirá na poça do produto que vazou. Como os vapores podem deslocar-se até uma fonte de ignição localizada longe do vazamento, poderá ocorrer retrocesso de chamas até a área de vazamento. A inalação dos vapores ou o contato do produto líquido com a pele poderá provocar efeitos adversos à saúde. Alternativamente, outro cenário a ser considerado é a exposição ao calor, do recipiente que contém o produto, provocando explosão ou incêndio. O escoamento do produto para a rede de esgotos ou outros espaços confinados pode criar condições para a ocorrência de incêndio, explosão confinada, ou de contaminação ambiental.

  

MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS

        Inalação: Remover a vítima para local não contaminado e com ar fresco. Se não estiver respirando aplicar respiração artificial, se a respiração é difícil, administrar oxigênio. Aplicar técnicas de reanimação cárdio-pulmonar, se necessário. Procurar assistência médica imediatamente, levando o rótulo do produto sempre que possível.

       Ingestão: Não provocar o vômito. Se a vítima estiver consciente, lavar a sua boca com água limpa em abundância. Procurar assistência médico imediatamente, levando o rótulo do produto sempre que possível.

       Contato com a pele: Retirar imediatamente roupas e sapatos contaminados. Lavar a pele com água em abundância, por pelo menos 20 minutos, preferencialmente sob chuveiro de emergência. Procurar assistência médica imediatamente, levando o rótulo do produto sempre que possível.

Contato com os olhos: Lavar os olhos com água em abundância, por pelo menos 20 minutos, mantendo as pálpebras separadas. Usar de preferência um lavador de olhos. Procurar assistência médica imediatamente, levando o rótulo do produto sempre que possível.

  Proteção para os prestadores de primeiros socorros: Os responsáveis pela prestação das ações de primeiros socorros deverão utilizar todos os equipamentos de proteção individual recomendados nesta ficha, de acordo com o cenário existente.

  Notas para o médico: O tratamento emergencial assim como o tratamento médico após superexposição deve ser direcionado ao controle do quadro completo dos sintomas e da condição clínica do paciente. Tratamento sintomático. Não há antídotos específicos.

 

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

  Meios de extinção apropriados: Pó químico, dióxido de carbono, espuma para solventes polares.

  Meios de extinção não apropriados: Jato de água de alta pressão.

  Perigos específicos: As misturas do vapor com o ar são explosivas. Pode haver aumento da pressão interna dos recipientes e reservatórios expostos ao fogo ou calor. A queima do produto em incêndios pode produzir monóxido de carbono, dióxido de carbono, vapores do produto não queimado particulado, além de outros produtos perigosos, dependendo da temperatura atingida e de outros materiais ou produtos existentes no local onde a queima estiver ocorrendo. A água utilizada para o resfriamento de equipamentos pode causar poluição. Essa água deve ser recolhida para posterior tratamento.

  Métodos especiais de combate a incêndio: Evacuar a área e combater o incêndio a uma distância segura. Resfriar os cilindros próximos ao fogo. Utilizar diques de contenção para conter a água usada no combate.

  Equipamentos especiais para proteção dos bombeiros: Os responsáveis pelo combate / controle deverão usar equipamento autônomo de proteção respiratória, operando no modo pressão positiva e utilizar roupas de aproximação ao fogo. Cuidado pois essas roupas oferecem proteção limitada.


MEDIDAS DE CONTROLE PARA DERRAMAMENTO / VAZAMENTO

  Precauções pessoais: Isolar a área. Manter afastadas pessoas sem função no atendimento da emergência. Sinalizar o perigo para o trânsito e avisar as autoridades competentes. Eliminar toda fontes de fogo ou calor. Não fumar, não provocar faíscas. No caso de transferência do produto para recipientes de emergência usar somente bombas à prova de explosão e aterrar eletricamente todos os elementos do sistema em contato com o produto. Não efetuar transferência sob pressão de ar ou de oxigênio. Evitar o contato com a pele e os olhos. Não respirar os vapores.

          Remoção de fontes de ignição: Eliminar todas as fontes de ignição, tais como chamas abertas, elementos quentes sem isolamento, faíscas elétricas ou mecânicas, cigarros, circuitos elétricos, etc. Impedir a utilização de qualquer ação ou procedimento que provoque a geração de fagulhas ou chamas.

          Controle de poeira: Não aplicável.

          Prevenção da inalação e do contato com mucosas: Equipamento autônomo de proteção respiratória.

          Prevenção do contato com a pele: Roupa impermeável, luvas resistentes a solventes, botas de segurança.

          Prevenção do contato com os olhos: Óculos de segurança hermeticamente fechados.

   Precauções ambientais: Se possível estancar o vazamento, evitando-se o contato com a pele e roupas. Impedir que o produto ou as águas utilizadas no atendimento de emergência atinja cursos de água, canaletas, bueiros ou galerias de esgoto. Contatar o órgão estadual e/ou local de meio ambiente se houver vazamento e contaminação de águas superficiais ou subterrâneas, solo ou mananciais.

   Método para limpeza:

          Método para recuperação: Estancar o vazamento se isso puder ser realizado sem risco. Isolar a área. Conter o produto vazado com diques ou barreiras, para reter o produto azado e evitar a ampliação da área envolvida no vazamento. Absorver com areia, terra seca ou outro material não combustível ou inflamável, acondicionar em recipientes limpos e adequados para posterior descarte. Utilizar ferramentas que não provoquem faíscas para recolher o material absorvido. O material absorvente utilizado deverá ser posteriormente encaminhado para incineração, obtendo previamente a permissão do órgão ambiental.

          Método para disposição: A eliminação final desse material deverá ser acompanhada por especialista e de acordo com a legislação ambiental vigente. Recomenda-se a incineração em instalação autorizada.

  Medidas de prevenção de perigos secundários: Evitar a entrada em sistemas de ventilação ou espaços confinados. Ventilar espaços confinados antes de ingressar. Efetuar avaliações de concentração de oxigênio, de explosividade e de toxicidade. Confinar o fluxo de produto vazado para longe do local de derramamento, para posterior descarte.

MANUSEIO E ARMAZENAMENTO

  Manuseio: o manuseio deve ser restrito a usuários profissionais, devidamente treinados e com conhecimento de todos os perigos do produto.

          Medidas técnicas apropriadas: Usar os equipamentos de proteção coletiva disponível no local ou se inexistentes os equipamentos de proteção individual recomendados. Providenciar ventilação local exaustora onde os processos assim o exigirem. Todos os elementos condutores do sistema em contato devem ser aterrados eletricamente. Instalar cubas e diques de contenção.

          Prevenção da exposição ao trabalhador: Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) para evitar o contato direto com o produto. Não respirar os vapores do produto.

          Prevenção de incêndio e explosão: Elimine fontes quentes e de ignição. Todos os equipamentos elétricos usados devem ser blindados e à prova de explosão. As instalações e equipamentos devem der aterrados para evitar a eletricidade estática. Não fumar.

          Precauções para manuseio seguro: Manusear o produto em áreas abertas ou com ventilação local e geral. Evitar a formação de nuvens de vapores inflamáveis. Não furar, cortar ou soldar qualquer equipamento ou recipiente contento o produto ou seus vapores. Adotar medidas para prevenir a ocorrência de descargas eletrostáticas. No laboratório trabalhar manuseando o produto no interior de capelas. Evitar a inalação dos vapores do produto ou o contato do mesmo com a pele, olhos e mucosas. 

          Orientações para manuseio seguro: Manipular respeitando as regras gerais de segurança e higiene industrial.

  Armazenamento:

          Medidas técnicas apropriadas: Armazenar em locais adequados e que disponham de sistemas de detecção de vapores inflamáveis e de sistemas para contenção e controle de vazamentos e combate a incêndio. Em caso de armazenamento em tanques de grandes dimensões, dispor de diques para conter eventuais vazamentos e de sistemas de câmaras de espumas para o combate ao incêndio.

             Condições de armazenamento:

                   Adequadas: Armazenar o produto em temperatura ambiente e em local bem ventilado e sinalizado. A instalação elétrica do local de armazenamento deverá ser classificada de acordo com as normas vigentes.

                   A serem evitadas: Não armazenar junto com outros produtos considerados incompatíveis ou próximos a fonte de ignição, sob o sol, chuva e temperaturas elevadas. Não armazenar próximo ou junto de alimentos e bebidas.

          Sinalização de riscos: Instalar sinalização de alerta para os perigos e riscos existentes na área, bem como de atenção para não adentramento na área de risco com fontes de calor ou chamas.

          Produtos e materiais incompatíveis: Ácido sulfúrico concentrado, ácido nítrico, peróxido de hidrogênio, óxido de cromo, peróxido de sódio, flúor, cloro, cobre, bromo, ácidos, materiais oxidantes fortes, nitratos e plásticos.

          Materiais para embalagens:

                 Recomendados: Armazenar em recipientes adequadamente projetados para armazenar líquidos inflamáveis, atendendo todos os requisitos das normas técnicas de projeto.

                 Inadequados: Embalagens plásticas.

CONTROLE DE EXPOSIÇÃO E PROTEÇÃO INDIVIDUAL

     Medidas de controle de engenharia: Manipular o produto em áreas ou locais abertos e bem ventilados. Instalar sistema de ventilação, preferencialmente local exaustora ou, em caso de impossibilidade, ventilação geral diluidora, de modo a minimizar a concentração dos vapores do produto no ar e manter abaixo do limite de tolerância especificado. Em ambientes abertos e manobras posicionar-se a favor do vento.

     Parâmetros de controle específicos para substâncias:

XILENO

Brasil – Portaria 3214 – NR 15 (MTE) = 78 ppm.

ACGIH: TLV – TWA = 100 ppm.

ACGIH: TLV/STEL = 125
OSHA: PEL/TWA = 100 ppm
TOLUENO

Brasil – Portaria 3214 – NR 15 (MTE) = 78 ppm (absorção pela pele).

ACGIH: TLV – TWA = 50 ppm (absorção pela pele).

ACETATO DE ETILA

Brasil – Portaria 3214/78 – NR 15 = (48 hora/semana) 1.090 mg/m³ (310 ppm).

TLV/TWA – ACGIH (40 h/semana) = 1.400 mg/m³ (400 ppm).

REL – NIOSH (40 h/semana) = 1.400 mg/m³ (400 ppm).

IDLH – NIOSH = 10.000 ppm.

PEL – OSHA (40 h/semana) = 1.400 mg/m³ (400 ppm).

MAK = 1.400 mg/m³ (400 ppm).

VME = 1.400 mg/m³ (400 ppm).

     Procedimentos recomendados para monitoramento: É recomendável fazer uma avaliação periódica da concentração de vapores no ambiente onde se manipula o produto, mantendo as concentrações abaixo do LT (Limite de Tolerância) recomendado.

Equipamentos de proteção individual apropriado:

          Proteção respiratória: Respirador para vapores orgânicos se a concentração no ambiente for inferior ao limite de tolerância e não houver deficiência de oxigênio. Respirador com suprimento de ar se a concentração no ambiente for superior ao limite de tolerância e/ou se houver deficiência de oxigênio.

          Proteção para as mãos: Luvas impermeáveis resistentes a solventes.

          Proteção para os olhos: Óculos de segurança herméticos para produtos químicos.

          Proteção para a pele e corpo: Capacete, botas impermeáveis e conjunto impermeável completo

  Precauções especiais: Evitar a exposição maciça e vapores. Produtos químicos só devem ser manuseados por pessoas capacitadas e habilitadas. Os EPI’s devem possuir o CA (Certificado de Aprovação). Seguir rigidamente os procedimentos operacionais e de segurança nos trabalhos com produtos químicos. Nunca reutilizar as embalagens. Manter chuveiro e lava-olhos de emergência disponíveis nas proximidades dos locais onde o produto é manipulado. Evitar o contato com a pele, pois o produto apresenta absorção pela mesma. Não se recomenda o uso de lentes de contato quando se trabalha com esse produto.

  Medidas de higiene: Não comer, beber ou fumar enquanto estiver manipulando o produto. Efetuar higiene completa antes das refeições e após o término do trabalho. Não levar as mãos aos ouvidos, nariz, olhos ou qualquer outra parte da pele antes de efetuar a higiene das mesmas. Higienizar roupas e sapatos após o uso. Métodos gerais de controle utilizados em Higiene Industrial devem minimizar a exposição do produto.

PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS

  Estado físico: líquido

  Odor: característico de aromáticos

  Cor: incolor

  pH: Não aplicável

  Temperaturas específicas ou faixas de temperatura nas quais ocorrem mudanças de estado físico:

Ponto de ebulição (760 mmHg):

Tolueno: 110,5°C

Álcool etílico: 78,3°C

Acetato de etila: 77°C

Xileno: 140°C

Faixa de destilação:

Tolueno: 109 – 111°C

Álcool etílico: 78,3 – 78,5°C

Acetato de etila: 76 – 78°C

Xileno: 136 – 144°C

Ponto de fusão:

Tolueno: - 95,1°C

Álcool etílico: - 114,1°C

Acetato de etila: - 83°C

Xileno: - 45°C

Ponto de fulgor:

Tolueno: 4,4°C (vaso fechado)

Álcool etílico: 8,9°C (vaso fechado)

Acetato de etila: - 4,1°C (vaso fechado)

Xileno: 31,6°C (vaso aberto)

Temperatura de auto-ignição:

Tolueno: 536°C

Álcool etílico: 283°C

Acetato de etila: 426,85°C

Xileno: 466°C

Limite de explosividade inferior:

Tolueno: 1,2%

Álcool etílico: 1,2%

Acetato de etila: 2,2%

Xileno: 1,0%

Limite de explosividade superior:

Tolueno: 7,0%

Álcool etílico: 6,9%

Acetato de etila: 11,4%

Xileno: 7,6%

Pressão de vapor:

Tolueno: 22 mmHg (20°C)

Álcool etílico: 150 mmHg (24,8°C)

Acetato de etila: 9,686 kPa (20°C)

Xileno: 8 mmHg (20°C)

Densidade de vapor:

Tolueno: 3,2

Álcool etílico: 2,9

Acetato de etila: 3,4

Xileno: aproximadamente 4,0

  Densidade: (20°C) 0,8495

  Solubilidade: Em água: parcialmente solúvel. Em solventes orgânicos: solúvel.

ESTABILIDADE E REATIVIDADE

  Instabilidade: Produto estável se usado conforme as instruções.

  Reações perigosas: Esse produto reage violentamente com agentes oxidantes. Pode atacar algumas formas de plástico, borrachas e revestimentos.

  Condições a evitar: Geração e inalação de vapores, borrifação do líquido, exposição prolongada ou repetida, contato com os olhos, pele e roupas, umidade, chamas, faíscas, descarga eletrostática, calor, superfícies quentes, outras fontes de ignição e substâncias incompatíveis.

  Materiais e substâncias incompatíveis: Oxigênio sob pressão, ácido sulfúrico concentrado, ácido clorosulfônico, ácido nítrico, terc-butóxido de potássio, tetra-alumínio de lítio, peróxido de hidrogênio, flúor, cloro, bromo, óxido de cromo, peróxido de sódio e materiais oxidantes fortes (peróxidos, cloratos, ácido crômico e outros).

  Produtos perigosos de decomposição: Ácido acético, etanol, dióxido de carbono, monóxido de carbono e gases tóxicos.

INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS

Toxicidade aguda: Inalação – irritação e dificuldade respiratória, tonturas, dores de cabeça, vertigens, náuseas, fadiga, parada respiratória, irritação e/ou depressão do sistema nervoso central e perda da consciência. Ingestão – o principal risco é pneumonite química, edema pulmonar e hemorragia conseqüente à aspiração para as vias aéreas. Pele – o contato com a pele poderá causar ressecamento da pele, podendo provocar irritações e dermatites. Olhos – vapores causam irritação; o contato direto com o produto pode causar queimaduras na córnea.

ÁLCOOL ETÍLICO

Inalação: Quando inalados os vapores são irritantes e depressores do sistema nervoso central e seus efeitos vão desde náuseas, dor de cabeça, tontura, vertigem, inconsciência até coma e morte em exposições severas.

Ingestão: O principal risco é a pneumonite química, edema pulmonar e  hemorragia conseqüente à aspiração para as vias aéreas.

Contato com a pele: Poderá causar ressecamento, podendo provocar irritações e dermatites.

Contato com os olhos: Vapores causam irritação.

XILENO

Oral: (VERMONT, 2001) - DL50 (rato) = 4.300 mg/kg (NTP, 1983)

DL(L0) (camundongo) = 6 g/kg. Efeito tóxico: tremor e dispnéia.

DL(L0) (humano) = 50 mg/kg

Inalação: (VERMONT, 2001) - CL50 (rato) = 5.000 ppm (4 h) (NTP, 1983)

CL (L0) (humano) = 10.000 ppm (6 h) (homem). Efeito tóxico: anestésico geral, cianoses.

LT (CL0) = 200 ppm. Efeito tóxico: conjuntivite.

CL (L0) (porquinho da índia) = 450 ppm. Efeito tóxico: degeneração de partes gordurosas do fígado.

Intraperitonial: (VERMONT, 2001) - DL50 (rato) = 2.459 mg/kg

DL50 (camundongo) = 1.548 mg/kg

DL (L0) (porquinho da índia) = 2 g/kg. Efeito tóxico: degeneração de partes gordurosas do fígado, inibição enzimática, indução ou mudanças no sangue.

Subcutâneo: (VERMONT, 2001) - DL50 (rato) = 1.700 mg/kg

Intravenoso: (VERMONT, 2001) - DL (L0) (coelho) = 129 mg/kg

Olhos: (BAKER, 1997) - Coelho: Irritação dos olhos = 87 mg. Severidade da reação: leve (Padrão DRAIZE)

Pele: (VERMONT, 2001) - Coelho: Irritação da pele = 500 mg (24 h). Severidade da reação: moderada (Padrão DRAIZE). DL50 = >1.700 mg/kg

ACETATO DE ETILA

Inalação: Moderadamente tóxico. É absorvido pelas vias aéreas.

DL50 (rato, 1 h) = 31 mg/m³

DL50 (coelho) = 1.600 ppm

Ingestão: É absorvido pela via digestiva.

DL50 (rato) = 5.620 mg/Kg

DL50 (coelho) = 11 g/ Kg

Contato com a pele: É pouco absorvido pela pele. Irritante para as mucosas.

DL50 (coelho) = > 20 mL/Kg

TOLUENO

Oral: (VERMONT, 2001). DL50 (rato) = 5.000 mg/Kg (CETESB, 1992). DL50 = 636 mg/Kg

DL(L0) (humano)  = 50 mg/Kg (NTP, 1998).

DL50 (mamífero: espécie não identificada) = 4 g/Kg

Inalação: (VERMONT, 2001).

CL(L0) (rato) = 4.000 ppm (4h) (CETESB, 1992); (NTP, 1998). CL50 = 49g/m3 (4 h)

LT (CL0) (humano) = 200 ppm. Efeito tóxico: Cérebro e revestimento - registro de áreas específicas do Sistema Nervoso Central. Antipsicótico, mudança na medula óssea.

LT(CL0) =100 ppm (homem). Efeito tóxico: alucinações, percepção distorcida, mudanças na atividade motora, mudanças em testes psicológicos.

CL50 (camundongo) = 400 ppm (24 h)

CL(L0) (coelho) = 55.000 ppm (40 meses)

CL(L0) (porquinho da índia) = 1.600 ppm. Efeito tóxico: anestésico geral, sonolência, irritabilidade.

CL50 (mamífero: espécie não identificada) = 30 g/m3

Pele: (VERMONT, 2001). DL50 (coelho) = 14.000 mg/kg (CETESB, 1992).

Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 435 mg. Severidade da reação: branda.

Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 500 mg. Severidade da reação: moderada.

Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 20 mg (24 h). Severidade da reação: moderada.

DL50 = 14.100 μl/kg

Olho: (VERMONT, 2001). Humano: Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 300 ppm

Coelho: Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 870 μg. Severidade da reação: branda.

Teste Standard Draize (Standard Draize test) = 2 mg (24 h). Severidade da reação: severa.

Tipo de teste: Enxaguado com água (Rinsed with water) = 100 mg (30 segundos). Severidade da reação: branda.

Intraperitonial: (VERMONT, 2001).

DL(L0) (rato) = 800 mg/kg (CETESB, 1992). DL50 = 1.332 mg/kg. DL50 = 59 mg/kg

DL50 (porquinho da índia) = 500 mg/kg

DL(L0) (mamífero: espécie não identificada) = 1.750 mg/kg. Efeito tóxico: contração muscular.

Subcutâneo: (VERMONT, 2001). DL50 (camundongo)= 2.250 mg/kg

DL(L0) (rã) = 920 mg/kg. Efeito tóxico: - Sistema Nervoso Autônomo: convulsão, mudanças na atividade motora (ensaio específico).

Intravenosa: (VERMONT, 2001). DL50 (rato) = 1960 mg/kg

DL(L0) (coelho) = 130 mg/kg

  Efeitos locais: O contato repetido ou prolongado tem uma ação eliminadora da gordura cutânea, causando ressecamento, vermelhidão e dermatite. Em pessoas susceptíveis pode ocorrer irritação da pele. A inalação de vapores pode causar irritação das vias aéreas, dependendo do tempo de exposição. Irritante na forma líquida e em vapores, em contato com os olhos, podendo causar lesões severas. Nocivo quando ingerido. É absorvido pela via digestiva.

  Sensibilização: As pessoas com desordens cutâneas já existentes, função hepática ou renal deteriorada podem ser mais susceptíveis aos efeitos desse produto. O consumo de bebidas alcoólicas aumenta os efeitos tóxicos da substância.

  Vias de exposição: Inalação, ingestão, contato com a pele e com os olhos.

           

INFORMAÇÕES ECOLÓGICAS

Efeitos ambientais, comportamento e impactos do produto: Não descartar este produto em sistemas de públicos de coleta de água ou cursos d’água.

Impacto ambiental: Forma misturas e tóxicas em certas concentrações no ar. Prejudica a vida aquática e pode contaminar o lençol freático.

Ecotoxidade:

XILENO

Peixe: Poecilia retilculada: CL50 (14 dias) = 38 ppm (m-xileno)

Carassius auratus: DL50 (24 h) = 16 mg/L (m-xileno)

Carassius auratus: DL50 (24 h) = 18 mg/L (p-xileno)

Crustáceo: Daphnia magna: CE50 (48 h) = 14,3 mg/L

Cancer magister: CL50 (96 h) = 12 ppm (m-xileno)

Crangon franciscorum: CL50 (96 h) = 2 ppm (p-xileno)

Algas: Selenastrum capricornutum: CE50 (72 h): 3,2 – 4,9 mg/L (para o isômero)

Chlorella vulgaris: 55 ppm – redução de 50% do número das células (24 h) (m-xileno)

ACETATO DE ETILA

Peixe: Indian catfish: CL50 (96 h) = 212 mg/L

Fathead minnow: CL50 (96 h) = 230 mg/L

Bactéria: Pseudomonas putida: Teste de inibição da multiplicação de células = 650 mg/L

Invertebrado: Entosiphon sulcatum: Teste de inibição da multiplicação de células = 202 mg/L

Mexican axolotl: CL50 (48 h) = 150 mg/L

TOLUENO

Peixe: Carassius auratus: DL50 (25 h) = 58 mg/L; TLm (24 - 96 h) = 57,7 mg/L; CL50 (96 h) = 22,8 ppm

Lepomis macrochirus: TLm (24 – 96 h) = 24 mg/L

Lebistes sp: TLm (24 – 96 h) = 63 – 59 mg/L

Poecilia reticulada: CL50 (14 dias) = 68 ppm

Gambusia affinis: TLm (24 – 96 h) = 1.340 – 1.280 mg/L – águas turvas

Lepomis humilis: TLm (24 – 96 h) = 1.180 mg/L – água continental

Crustáceo: Palaemonetes pugio: CL50 (96 h) = 9,5 ppm

Cancer magister: CL50 (96 h) = 28 ppm

Crangon franciscorum: CL50 (96 h) = 4,3 ppm

Daphnia sp: DL (L0) = 60 mg/L

Alga: Microcystis aeruginosa: CI = 105 mg/L

Scenedesmus quadricauda: > 400 mg/L (alga verde)

Scenedesmus sp: DL (L0) = 120 mg/L (CETESB,1992)

Microcystis angustifólia: 75% de redução na fotossíntese (96 h) = 10 ppm

CONSIDERAÇÕES SOBRE TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO

  Produto: O produto pode ser reprocessado, incinerado em instalações adequadas ou enviado para co-processamento em cimenteiras com autorização do órgão ambiental. Verificar em seu município ou em seu Estado as legislações aplicáveis sobre disposição final.

  Restos do produto: Os restos do  produto podem ser reprocessados, incinerados em instalações adequadas ou enviados para co-processamento em cimenteiras com autorização do órgão ambiental. Verificar em seu município ou em seu Estado as legislações aplicáveis sobre disposição final.

  Embalagens contaminadas: Quando o recipiente estiver vazio, contaminado com o produto, pode ser encaminhado para empresas de reciclagem de tambores, autorizadas pelo órgão ambiental.

INFORMAÇÕES SOBRE TRANSPORTE

  Transporte rodoviário no Brasil

          Nome apropriado para embarque: LÍQUIDO INFLAMÁVEL , N.E.

          Número ONU: 1993    

          Classe de risco: 3

          Provisão especial: 102

  Transporte rodoviário no Mercosul:

          Número ONU: 1993    

          Classe de risco: 3

          Provisão especial: 102

  Transporte aéreo doméstico e Internacional ICAO & IATA Section 4.2:

          Número ONU: 1993    

          Classe de risco: 3

          Provisão especial: 102

  Transporte Marítimo Internacional - IMDG Code Amendment 29-98:

          Número ONU: 1993    

          Classe de risco: 3

          Provisão especial: 102

REGULAMENTAÇÕES

Símbolos de Perigo:

F – Inflamável.

Xn – Nocivo.

Frases de risco:

R11 – Facilmente inflamável.  

R20/21 – Nocivo por inalação e em contato com a pele.

R20/48 – Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação.

R38 – Irritante para a pele.

R62 – Possíveis riscos de prejudicar a fertilidade.

Frases de segurança:

S2 – Manter fora do alcance das crianças.

S9 – Manter o recipiente em local bem ventilado.

S16 – Manter longe de fontes de ignição – Proibido fumar.

S23 – Evitar inalar gás / fumaça / vapores / aerossol (a depender do produto).

S25 – Evitar o contato com os olhos.

S29 – Não jogar os resíduos no esgoto.

S33 – Evitar acumulação de cargas eletrostáticas.

S36/37 – Usar roupa de proteção e luvas adequadas.

S61 – Evitar a libertação para o ambiente. Obter instruções específicas / fichas de segurança.

OUTRAS INFORMAÇÕES

Necessidades especiais de treinamento: realizar treinamento para todos os envolvidos, direta ou indiretamente, abrangendo as informações relativas aos riscos do produto e respectivas medidas de controle.

Legenda:

DL(L0)   – Dose letal inicial.

DL50      – Dose letal de uma dada substância que causa efeito agudo (letalidade) a 50% de um grupo de animais de teste.

CL(L0)   – Concentração letal inicial.

CL50      – Concentração letal mediana que causa efeito agudo (letalidade) a 50% de um grupo de organismos.

LT(CL0)   – Limite de tolerância concentração letal inicial.

LT(DL0)   – Limite de tolerância dose letal inicial.

LTm       – Limite de tolerância médio.

CE50      – Concentração efetiva mediana que causa efeito agudo (imobilidade) a 50% dos organismos.

As informações desta FISPQ representam os dados atuais e refletem com exatidão o nosso melhor conhecimento para o manuseio apropriado deste produto sobre condições normais e de acordo com a aplicação específica na embalagem e/ou literatura. Qualquer outro uso do produto que envolva o uso combinado com outro produto ou outros processos é responsabilidade do usuário.

 
 
 
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